“Margens sob pressão no agro aceleram corrida por peças mais duráveis”, diz executivo da ZF – Transporte Moderno

04/05/2026

O agronegócio brasileiro atravessa um momento paradoxal: ao mesmo tempo em que registra volumes recordes de produção, enfrenta pressão de custos e margens mais apertadas. Com o preço dos grãos em baixa, o diesel em alta e o frete pressionado, produtores têm recalibrado investimentos — e isso já muda a lógica histórica de compra de caminhões e máquinas no país.

Segundo ele, o cenário atual — com custos elevados e rentabilidade comprimida — torna a equação mais complexa para o produtor, que passa a priorizar eficiência operacional, diz Luis Guena, head de vendas para o segmento industrial da ZF Aftermarket América do Sul.

Nesse contexto, tecnologias voltadas à redução de custos e aumento da disponibilidade dos equipamentos ganham protagonismo. É justamente nessa frente que a ZF vem posicionando sua estratégia no agronegócio, com foco no conceito de uptime — ou seja, manter máquinas e veículos operando pelo maior tempo possível, reduzindo paradas não planejadas.

“O uptime não é só diminuir o tempo de oficina, mas criar todo um ecossistema para evitar a parada. Isso envolve treinamento, disponibilidade de peças e produtos com maior durabilidade”, diz Guena.

A estratégia, lançada globalmente há dois anos, vem sendo ampliada na América do Sul. No segmento industrial — que engloba máquinas agrícolas e de construção — a empresa expandiu sua rede de oficinas autorizadas de três para 11 unidades no último ano, com novos planos de crescimento.

Na Agrishow 2026, a ZF reforça essa abordagem ao ampliar seu portfólio voltado ao aftermarket agrícola. Entre os destaques estão duas novas famílias de produtos: embreagens e bombas hidráulicas, desenvolvidas para atender aplicações severas no campo.

“São produtos que entregam o desempenho que o mercado precisa, com menor custo e maior vida útil. Isso reduz o tempo de parada e aumenta a eficiência da operação”, afirma Guena.

Redução de custo operacional

A demanda por soluções de maior desempenho já é percebida na feira. Segundo a ZF, cresce a busca por componentes que aumentem a vida útil dos equipamentos e reduzam custos operacionais — uma mudança de comportamento impulsionada pelo cenário econômico.

“Com máquinas caras e crédito mais restrito, o produtor busca extrair mais valor dos ativos que já possui. O retrofit e o uso de peças de melhor performance fazem todo sentido nesse momento”, diz.

Globalmente, o segmento off-highway — que inclui máquinas agrícolas e de construção — representa cerca de 8% dos negócios da companhia. Na América do Sul, a operação vem crescendo a taxas de dois dígitos nos últimos anos, com o agro como principal vetor.

“O agro é hoje o segmento com maior potencial de crescimento dentro do aftermarket para nós”, afirma Guena.

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